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Posted by : Felippe Alves quinta-feira, 23 de abril de 2015


Há três décadas e meia que moro em frente à grande casa de tijolos amarelos, e há trinta e cinco anos que observá-la em rotina é meu fazer mais prazeroso em dias de tédio.
É curioso observar seres humanos. Suas idas e voltas, suas rotas e vindas. Seus delírios, paixões e devaneios. O modo como eles vivem, mas deixam de observar. Cabendo a nós, móveis, imóveis e mobílias assistir a suas histórias e apreciar suas insanidades. Sim... são uma espécime devidamente peculiar. Foi o que soube no dia em que os primeiros moradores do grande casarão trancaram a filha adolescente no quarto do segundo andar.
Como todo bom pai se esquece de que um dia foi jovem, o já não mais jovem Senhor Fagundes trancara Sofia em seus aposentos, proibindo-a permanentemente de manter contato com o garoto mais velho que a paquerava no fim da rua.
Mas é fascinante observar como os jovens sempre vencem barreiras pelo amor.
Em sua sagaz perspicácia, Sofia passou a utilizar a caixa de correio como instrumento de troca de mensagens. Deixava um bilhete todas as noites preso numa fresta, o qual o apaixonado Lucas coletava durante a madrugada, e respondia com outro recado em resposta que ela coletava pela manhã.
Pude ler nos lábios de Sofia a mensagem deixada pelo garoto no dia em que ele lhe escreveu dizendo que sentia sua falta, e que odiava o fato de ela estar trancada lá em cima. Não pude evitar de me emocionar ao vê-la sussurrar e escrever a resposta, guardando o bilhete na fresta da caixa de correspondências:
“Ainda te olho todos os dias daqui de cima, com o mesmo amor que sempre tive por você.”
Não me contive de ansiedade, e passei toda a madrugada de olhos atentos, aguardando o momento em que o jovem surgiria e encontraria o recado. Naquela noite, entretanto, Lucas não apareceu. Sofia viu-se em espanto ao notar que não houvera resposta do garoto quando acordou no dia seguinte. Deixou seu recado guardado no interior da fresta, acreditando que talvez mais em breve ele viesse e encontrasse o bilhete.
Mas é fascinante observar como paixões vêm e vão qual o vento matutino.
Nunca soube o que houve com Lucas, mas ele nunca mais voltou. Seu desaparecimento acarretou em choros e soluços vindos da garota do andar de cima, e o bilhete permaneceu guardado na fresta e sem resposta.
Mas é fascinante observar como a maturidade limpa mágoas e feridas.
Sofia passou no vestibular e foi cursar medicina em Belo Horizonte. Os pais passaram a achar o casarão um tanto espaçoso, e venderam o imóvel para um colecionador de bugigangas. Guilhermo era um homem esguio, que instigou minha curiosidade desde a primeira vez que o vi entrar pela porta da frente, carregando caixas e caixas repletas de suas coleções. Algo nele o fazia bizarramente misterioso. Talvez fosse o cavanhaque sempre deixado por fazer, ou talvez a quantidade surpreendente de discos de vinil que organizava nas prateleiras, todos capazes de serem vistos pela vidraça das janelas.
E assim, assisti curioso por dias a rotina do nobre colecionador, que desempacotava diariamente coleções de quadros, estatuetas, vasos e itens dos mais variados tipos, os quais preenchiam prateleiras e estantes pelos cômodos da casa. O casarão mobiliado tornou-se brilhantemente ornamentado pelos milhares de artefatos.
Mas é fascinante observar como o material muitas vezes peca por não preencher o espírito.
Enfurnado em suas coleções, Guilhermo se sentia solitário. Sozinho e desamparado. Entrou em depressão em uma quinzena de meses. Depressão que resultou em suicídio, vindo do cano de um dos revólveres que possuía em sua coleção de armas, na forma de bala que invadira sua boca, irrompera seu crânio, e fizera litros de sangue encharcarem o chão de carpete.
O corpo foi levado, o caso foi abafado, e a casa posta à venda junto a todos os itens das coleções. Por anos, entretanto, a casa vazia permaneceu. Entediado, eu observava diariamente suas portas de entrada duplas, aguardando que um novo morador viesse a me entreter.
Porém não foram moradores que ocuparam minha visão nos próximos meses, mas sim o casal de jovens de nomes Célio e Renata. Não sei bem o que queriam. Uma aventura arriscada, ou simplesmente um local reservado para acasalamento. Em recente maioridade, ambos moravam com os pais e não dispunham de local algum para a devida privacidade do casal.
Mas é fascinante observar como o desejo leva os ardentes a cometer as maiores loucuras.
Instigados pela placa “Vende-se”, e sabidos dos rumores mal falados que alegavam o local sombrio como cenário de suicídio, o jovem casal arrombou a porta e invadiu os aposentos do casarão. Fizeram do local silencioso seu secreto e temporário ninho de apego. Repetiam o mal feito quase que diariamente, voltando todas as noites e invadindo o domicílio abandonado, utilizando os quartos, banheiros, a cozinha e a sala, todos repletos de coleções artísticas e ornamentais, para fazer aquilo que chamavam de amor.
Mas é fascinante observar como o mundo destrói a ingenuidade.
A maioridade de Célio veio com o obrigatório alistamento, e o pobre jovem foi forçado a adentrar o exército, deixando Renata desolada em espera. O casal não voltou a invadir o casarão amarelo, e minhas espiadas em suas noites de amor deram-se por encerradas assim. Mas não antes de deixar a casa pela última vez, a desvirtuada Renata levou consigo um dos discos organizados na estante dos vinis. O volume furtado de Engenheiros a permitiria ouvir incontáveis vezes a “Infinita Highway”, a fazendo lembrar do amado por todo o tempo em que estivesse longe em serviço militar.
Acredito que passei mais de anos sem ver qualquer pessoa novamente na tal casa. Não sei ao certo contar o tempo como vocês. Mas pude ver que bons períodos se passavam pelo alterar das cores das folhas que fartavam a copa volumosa da árvore de tronco retorcido a alguns metros de mim.
A casa praticamente lançada ao abandono foi furtada mais de três vezes, em crimes consecutivos executados por quadrilhas. Logo, nenhum artefato das coleções do antigo proprietário permaneceu em seu interior. Completamente desnuda em ornamentos, e ainda assombrada pela história de suicídio, a residência teve um enorme declínio em seu preço de venda. A queda dos valores foi tão alta, que um interessado e paupérrimo pai solteiro juntou suas poucas economias e conseguiu adquirir o imóvel.
Marcelo e sua filha Virgínia foram a nova família a qual assisti. Um pai amoroso e atencioso que, mesmo sem possuir muitos recursos, dava à filha toda a atenção e tempo dos quais dispunha. Ao lado do desejo de ver a pequenina Virgínia crescer, carregava consigo o sonho de se tornar um escritor. Suas horas vagas eram quase que completamente investidas na tentativa de escrever seus romances e contos. O tempo tornava-se pouco, e foi necessário que contratasse uma babá para cuidar de Virgínia. Contratou a jovem Denise, que morava ao fim da rua, e tentava reunir economias para pagar a faculdade.
Mas é fascinante observar como mesmo os sonhos mais sinuosos às vezes necessitam de estímulo.
A escrita de Marcelo por anos permaneceu empacada. Por mais que fosse criativo, necessitava de algum insight inspirador que lhe trouxesse alguma ideia original. Foi numa tarde de veraneio que uma mulher bateu a porta. Me esforcei para reconhecê-la enquanto Marcelo a atendia, até perceber que, por mais que sua aparência fosse bem mais velha do que eu me lembrava, era ninguém menos do que Renata.
A já não mais jovem mulher decidira retornar ao casarão que há anos não invadia, na intenção de devolver o disco de vinil que furtara há tempos. Agora que estava casada com Célio, com quem fora mãe de dois filhos, não precisava mais de músicas na vitrola para saciar a falta que o amado lhe fizera.
Do meu canto esverdeado no gramado, pude enxergar na expressão distante de Marcelo a maravilhosa ideia que surgiu em sua mente quando Renata lhe entregou o disco. Pude ler em seus olhos o modo como começou a pensar que, assim como a história daquele casal, muitas outras haviam passado pela mesmíssima residência. Decifrei no sorriso do aspirante à escritor que ele finalmente percebera que uma casa é repleta de memórias, e que tal concepção era uma ideia excelente para um livro.
Após a ida de Renata, enxerguei pela janela o afoito Marcelo sentar-se em frente ao computador e escrever por horas, relatando em suas páginas um romance no qual de maneira criativa inventava histórias diversas que haviam ocorrido naquela casa.
Foram necessários meses de contatos e esperas, mas uma editora logo se interessou pela obra. O romance foi publicado, e em pouquíssimos anos tornou-se um sucesso em nível nacional.
Mas é fascinante observar como a fama sobe aos olhos mais rápido que a paixão.
Focado em sua nova carreira de escritor profissional, Marcelo deixou a filha Virgínia sobre os cuidados da babá, e mudou-se para uma segunda casa em São Paulo, onde podia ter contato mais direto com editoras para cuidar de suas futuras publicações.
Ainda que sentisse a falta do pai, Virgínia era sustentada por uma farta mesada que provinha do mesmo rotineiramente, enquanto a babá Denise ocupava o papel de pai e mãe, e se afeiçoava à garota cada vez mais.
Mas é fascinante observar como ingênuas crianças crescem e tornam-se jovens insensatos.
Após envolver-se numa relação promíscua, Virgínia engravidou aos dezesseis anos. Rebelando-se numa crise existencial por diversos motivos sem cabimento, abandonou o filho recém-nascido aos cuidados de Denise, e fugiu com o namorado para uma cidadezinha distante.
Denise, ainda recebendo de Marcelo o dinheiro mensal para os cuidados da casa, deixou de lado quaisquer outras perspectivas de emprego e entregou-se inteiramente ao bebê. Deu a ele o nome
de Danilo, e amou-o como a um filho. Passou a morar no casarão amarelo, como se este fosse seu, ainda que sustentada pelo dinheiro do patrão que nunca deixava de chegar.
Foi fascinante para mim enxergar como a não mais babá deu a casa um estilo próprio. Repintando as paredes, trocando os azulejos, e organizando toda a decoração para uma atmosfera mais colorida e harmônica. Incomodava-a, contudo, algumas manchas avermelhadas que jamais saíam do carpete. Manchas estas que ela não sabia de onde vinham, mas que eu me lembrava bem de quando haviam sido respingadas do crânio estourado de Guilhermo.
Denise foi então em busca de uma loja de artefatos de limpeza, à procura de um alvejante que pudesse as tais manchas eliminar. Foi atendida por um moço de charmoso cavanhaque chamado Victor, que se dispôs a atendê-la pessoalmente, indo até sua casa e testando o produto no carpete. O alvejante, contudo, fora apenas uma desculpa.
Em sua ida até a residência, após terminado o serviço, Victor acabara sendo convidado para um jantar com Denise e o pequeno Danilo. Um jantar no qual o atendente se dera tão bem com o jovem garoto, que acabara chamando a atenção da mulher. Emocionei-me verdadeiramente ao enxergar pela janela a cena magnífica entre os três. Eram apenas um homem, uma mulher e um garoto, sem laços de sangue algum. Entretanto, pareciam verdadeiramente agir como uma família.
Mas é fascinante observar como é mesmo por ações, e não por genética, que uma família se forma enfim.

Victor e Denise, após alguns anos, se casaram numa simples cerimônia e adotaram Danilo como filho oficialmente registrado.  Por anos me deleitei com o romance de ambos, que habitavam o casarão como se a eles pertencesse. O dinheiro que ainda vinha aos montes do escritor cada vez mais famoso e abastado permitia que a nova família ali vivesse com fartura.
Na posição que ocupava do jardim, me divertia ao ver o modo como se deitavam no meu gramado em frente à casa, e observavam as estrelas. Juntos, nomeavam as constelações com apelidos bobos, e murmuravam sobre a beleza dos tais pontos brilhantes lá de cima.
Era incrível para mim também ver o pequeno Danilo crescer e se tornar um homem. Victor e Denise, já mais velhos, o haviam educado muitíssimo bem. Incentivaram-no a levar a sério a educação acadêmica, o que o levou a cursar a faculdade de Direito e tornar-se um reconhecido e pomposo advogado anos mais tarde.
  Com o filho formado, casado e já morando em casa própria, Denise e Victor aproveitaram os anos de casamento vivendo juntos na casa de tijolos amarelos. Amavam-se incondicionalmente, e juntos repetiam sempre o feito de observar as estrelas que tanto os entretinham. Diziam que o amor era para sempre, e que após décadas de casamento, um dia repousariam juntos no brilho mágico das constelações.
Mas é fascinante observar como o destino às vezes intervém com curvas trágicas.
Assisti com pesar ao sofrimento do casal quando Victor descobriu o tumor, e começou o tratamento. Foi quando enxerguei nos humanos a fabulosa arte de lutar pela vida. E a estupenda loucura de lutar pelo amor.
Ainda assim... Victor se foi. Faleceu numa tarde nublada, deixando a pobre Denise num desolamento inconsolável. Observei-a chorando por dias... semanas... meses... tornando-se triste, deprimida e por fim louca.
Assisti assustado a sua reação quando ela decidiu pôr fim a todas as memórias do casarão. Quando rogou em voz alta que não deixaria que o marido se tornasse apenas mais uma história... mais uma memória nos tijolos amarelos que acabaria indo parar nas páginas de um dos livros de Marcelo.
Decidida a fazer com que o marido fosse o último e eterno habitante daquela casa, desfez-se do antigo estoque de uísque, despejando o líquido inflamável pelo carpete e ateando fogo em toda a construção.
Assisti às lágrimas brotarem de seus olhos enquanto o casarão era consumido pelas chamas.
Mas é fascinante observar como os humanos são propensos à loucura.
Apesar de que... eu, em minha singela textura de porcelana, com este gorro pontudo e este sorriso que daqui nunca sai, sonho ainda em um dia saber como é isso.
Sonho em saber como é possuir essa loucura chamada amor. Essa loucura que permite à Denise que, por motivo nenhum, abra a caixa de correio e vasculhe seu interior. Lá dentro, ela encontra uma fresta suja e empoeirada. E dentro da fresta, percebe que há preso um bilhete. Abre. Lê. E, por fim, chora. Chora incontrolavelmente, pois as palavras ali escritas mexem com algo dentro dela.
Eu, em minha ignorância de gnomo de jardim, sei que o bilhete em suas mãos foi deixado ali há muito tempo. Mas ela, em sua magia de ser humano, acredita fielmente que é um recado de Victor.

“Ainda te olho todos os dias daqui de cima, com o mesmo amor que sempre tive por você.”

{ 24 comentários... read them below or Comment }

  1. Oi, Felippe
    Mais um texto sensacional.
    Adorei ver todas essas histórias sob o ponto de vista de um anão de jardim, e o modo como ele interpreta tudo e o desejo de poder viver uma história também.
    Chega a ser assustador como uma velha casa de tijolos amarelos pode acomodar tantas histórias. E arrepiei com esse final =O

    Um grande abraço,
    João Victor - De cabeça para baixo | All POP Stuff

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    1. Oi, João! Muitíssimo obrigado pelo comentário! Fico feliz que tenha gostado, e principalmente que o final tenha lhe causado esse efeito! Comente sempre! Muito obrigado pelos elogios, e continue acompanhando!

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  2. ótimo texto, diria até uma linda crônica.
    Olhar os seres humanos do ponto de vista de um anão de jardim é curioso ainda mais como ele fala do amor.. Senti até falta disso.

    Beijinhos, Helana ♥
    In The Sky, Blog / Facebook In The Sky

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    1. Oi, Helana. Muito obrigado! Continue acompanhando!

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  3. Olá,

    adorei esse seu novo texto, muito legal o ponto de vista do anão de jardim. Continue com os seus textos, são fenomenais. www.sagaliteraria.com.br

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    1. Muito obrigado! Continue sempre acompanhando!

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  4. Mais uma vez arrasou! Estou amando os seus contos! Você já os enviou para alguma editora? Porque, sem dúvidas, eles merecem ser publicados. Você sempre consegue nos prender e nos surpreender.

    Bjs.

    http://ciadoleitor.blogspot.com.br

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    1. Oi, Patricia. Muito obrigado! Já enviei sim, e fico aguardando resposta. kkkk Que bom que eles conseguem prender. Continue acompanhando!

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  5. Que conto incrível! Achei sensacional ser narrado do ponto de vista de um gnomo de jardim. Até é um pouco arrepiante saber que eles ficam ali te encarando, hahaha. Você escreve muito bem, parabéns!
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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    1. hahaha muito obrigado! Continue sempre acompanhando o blog! Valeu!

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  6. Parabéns pelo trabalho! Adoro seus textos!!!!

    Bjs
    www.livrosdabeta.blogspot.com.br

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  7. Olá Felippe, tudo bem?

    Que invejinha boa do tempo que eu "tinha tempo" para escrever. Claro que não saía um texto tão bem elaborado que nem o seu, só umas loucuras, rs.

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    1. haahaha que isso... tenho certeza que saía coisa muito boa. O que é melhor do que loucura? Obrigado pelo elogio! Continue acompanhando! ;)

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  8. Que história linda!
    No fim das contas o bilhete da Sofia para o Lucas acabou sendo um consolo para a Denise. Às vezes não entendemos as voltas que a vida dá, mas o que um dia foi motivo de choro para alguém pode ser o consolo de outra pessoa.

    http://tudoqueeuli.blogspot.com

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    1. Oi, Erica! Exatamente um dos sentimentos que eu quis passar com o texto! Fico muito feliz de ter gostado! Abraços!

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  9. Nossa! Parabéns!
    A história ficou linda, super elaborada e com um final perfeito. Beijo

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    1. Muito obrigado! Continue sempre acompanhando!

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  10. Oie, Fellipe.
    Texto muito bacana.
    Rapaz, você deveria escrever um livro porque você tem talento.

    Lisossomos

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    1. Obrigado, Déborah! Tenho alguns escritos haha ainda pretendo publicar!

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  11. Oi, Fellipe, tudo bem?
    Parabéns pelo texto (ou crônica?). Nunca havia parado para pensar como um anão de jardim pensaria; qual seria seu ponto de vista sobre os humanos e as coisas à sua volta. Muito interessante. Você tem talento para a escrita mesmo <3
    Beijos,
    http://www.quinzeinvernos.com/

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    1. Valeu, Jessica! Que bom que gostou. Continue acompanhando!

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  12. Oie, tudo bom?
    Nossa, que texto incrível e interessante. Assim que abri a página pensei: nossa que texto enorme. Mas durante a leitura fui ficando cada vez mais curiosa por cada parágrafo.
    Parabéns. Beijos
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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    1. hahahhahaha que bom que a curiosidade pelo texto superou o tamanho dele.

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